Seja bem-vindo. Aproveite, esta é a minha condição.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Povo Fala!

Esse vídeo foi feito para ilustrar a disciplina de TV e Espaço Público da minha pós em TV, Cinema e Mídias Digitais.
A intenção foi analisar a satisfação da população de Juiz de Fora (MG) com relação à programação local oferecida.


Ficha técnica
Direção de corte: Rafael Tavares
Entrevistas: Bárbara Soly e Leonardo Zhem
Imagens: Jhonata Almeida e Rafael Tavares
Produção: Edgar matozo e Mayla Martins
Edição: Jhonata Almeida, Rafael Tavares, Bárbara Soly, Leonardo Zhem
Polyana Ker, Edgar Matozo, Sérgio Leite e Mayla Martins
Finalização: Jhonata Almeida

Resenha - A Recepção em Destaque

É certo que a televisão brasileira desde muito tempo exerce sobre os cidadãos uma influência que se reflete na formação da sociedade, no caráter individual, na personalidade e nas relações que se dão entre indivíduos, estejam eles ligados ou não.

Ao longo dos anos em que a televisão faz parte da vida cotidiana, cada vez mais ela vem se tornando se não a principal, a mais contundente ferramenta da formação cultural, ao ponto de caracterizar uma nova forma de aprendizagem no âmbito educacional e social. Apesar de todo conteúdo que vemos na televisão desde o início tenha sido feito especificamente para nós, receptores, telespectadores, nem sempre existiu uma preocupação em conhecer e medir os gostos do receptor.

A audiência sempre existiu, mas não se trata dela, vamos além. Com o início dos Estudos da Recepção foi possível perceber o quão importante é o receptor para as ações do emissor e de que maneiras ele constitui a informação e o produto que estão todos os dias nas televisões brasileiras.

Os produtores de conteúdo e as emissoras de televisão têm a consciência de que a opinião do receptor é fundamental para a constituição e concepção de produtos televisivos e um fator que corroborou para esta atitude foi o aumento da concorrência, principalmente dos canais de TV fechados com suas programações totalmente direcionadas a determinado público.

A chegada de novas mídias e novos formatos também foi uma contribuição para o interesse do emissor pelo receptor, seus gostos e suas expectativas, afinal, elas trouxeram uma ampliação do nível de conteúdo que o público espera da televisão. O próprio público/receptor tomou conhecimento de seu poder de tomada de decisão, da sua influência e tem utilizado isso a seu favor.

São muitos os estudos que hoje avaliam essa interação entre o emissor e o receptor, dimensionando o tamanho do elo que se forma entra estas duas esferas da formação da opinião pública. O receptor é hoje o maior disseminador dos produtos televisivos e de outras mídias mais, funciona como um formador de opinião nos círculos em que convive, tornando-se assim uma referência.

Entretanto, mesmo com todo esse poder decisivo sobre os conteúdos oferecidos, falta ao receptor uma consciência mais enfática, a compreensão de que todo esse poder pode ser utilizado na construção de produtos com conteúdos ainda mais relevantes do que os propostos. Os estudos sobre a recepção têm ainda muito que apontar acerca dessa nova forma de interação entre o emissor e o receptor, dada a evolução que se desencadeia dentro do universo midiático.

Resenha escrita para avaliação da disciplina TV e Espaço Público da pós graduação de TV, Cinema e Mídias Digitais da UFJF, Professora Simone Martins.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A minha propaganda não é igual a sua

No início de novembro estive na terceira edição de um evento de comunicação realizado em Juiz de Fora, o Siscom. O intuito é promover o conhecimento de alunos da comunicação e o aprimoramento de profissionais da área, apresentando a eles o que acontece no mundo da publicidade, propaganda e marketing Brasil afora.

O palestrante Antonio Tabet, criador do KibeLoko e redator do programa Caldeirão do Huck (TV Globo), apresentou o case sobre o site, foi bacana, exceto pelo exagero cômico constrangedor.

A palestra do Zé Luiz Martins, diretor de criação da Agência África, foi maravilhosa. Apesar de eu não trabalhar na área da criação, ver uma pessoa com tanto talento e criatividade é no mínimo inspirador.

Essas foram as palestras, digamos, luxuosas.

Mas me chamaram a atenção, realmente, duas palestras específicas, muito relevantes. Uma delas foi de um gerente de marketing local que expôs um case muito proveitoso e fez algumas pontuações sobre marketing e propaganda. A outra foi a palestra de uma professora, que falou sobre a utilização do marketing dentro das propagandas, foi muito didática, afinal, é uma professora, mas falou coisas interessantes.

Comecei a comparar as duas palestras e uma contradizia a outra! Totalmente.
Em seus discursos havia a mesma velha história do que fazer ou não fazer numa propaganda ou numa ação de marketing ou, ainda, numa fusão dos dois. Mas enquanto um afirmava que em publicidade e propaganda, tanto quanto em Marketing não existem “achismos”, o outro pedia a cautela aos ouvintes quando o assunto fosse “achar”. Resumindo, o que você podia fazer de acordo com um era o que você nunca deveria fazer de acordo com o outro. É claro que na minha interpretação levei em consideração que um era um profissional do mercado e o outro um professor munido das teorias que nós conhecemos muito bem dos tempos da faculdade.

É aqui que eu digo que a minha propaganda não é igual a sua.
Não dá pra agir de uma única forma, cada job é um job. O bom estrategista não é aquele que tem uma estratégia pra vencer a guerra, mas aquele que tem várias estratégias pra vencer cada uma das batalhas (citação clichê, mas cheia de coerência). Quando se trabalha com propaganda, marketing, tudo pode acontecer, quer um exemplo super recente? O caso do Pintos Shopping. O que a princípio virou motivo de piada na internet é para mim uma das maiores jogadas de marketing que já vi. Todo mundo só fala nele, um viral de primeira. A propaganda atingiu ou não seu objetivo? Mas é claro que sim, o shopping de Teresina, no Piauí, é conhecido em todo o Brasil.

Enfim, publicidade, propaganda e marketing dependem de intuição e claro, de uma boa pesquisa de mercado. E outra, fazer tudo sempre igual não tem a menor graça!


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Memória sem memória

Eu tenho tido saudades.
Saudades de coisas que eu não me lembro,
Pessoas que eu nem conheço.
É uma consumação estranha, latente.
Às vezes chego a me convencer de que é saudade da infância,
Mas logo desisto e recaio na saudade sem nome.
Parece doer, mas não dói.
Nada mais é que a vontade de um aconchego,
Que eu encontro quase sempre em meus próprios braços
E logo me pego com olhos de marasmo ao longe.
Dá vontade de saber.
Mas eu sei bem que não é pra saber
É só pra sentir.
E eu me perco nessa memória sem memória
Que só existe pra mim.

CINE-MAURO Cataguases, Trem e Cachoeira

O documentário do cineasta e amigo Eduardo Yep, em parceria com Heriberto Estolano e Arthur Scholz traça a rica e nostálgica história do mineiro Humberto Mauro com ares de interior e depoimentos que expressam a singeleza de sua obra e vida.
Eduardo Yep conseguiu resgatar em pouco mais de 15 minutos toda a essência de Mauro como cineasta pioneiro no Brasil e da Cataguases que poucos conhecem, bem como trouxe das películas deixadas por Mauro a mensagem de que o cinema vive em nós.
Ao som de cigarras cantando nas árvores, Ronaldo Werneck, Henrique Frade, entre outros, descrevem quem foi Mauro, como surgiu seu ímpeto cinematográfico e quão vigorosa é sua obra para a história do cinema e para o patrimônio cultural do país. Revelam também curiosas passagens da vida de Mauro e "causos" deste botafoguense de humor sagaz, além da amizade e respeito entre ele e Glauber Rocha, que esteve presente no Festival de Cinema de Cataguases de 1958.
No documentário podem ser vistos trechos da obra de Mauro como Ganga Bruta (1933), João de Barro (1956), A Velha a Fiar (1964) e outros, que reafirmam o artista como um romancista regional e comprovam sua vocação de criar instantâneamente. Villa Lobos dá o tom do trem e de todos os progressos artísticos que vieram com a ferrovia e a era do café e é ele também que marca a marcha de despedida desse tão espetacular mineiro de Volta Grande.

“Cinema é cachoeira porque nunca se repete.”
(Humberto Mauro, 1897 – 1983)

Recomendo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pagando Brabo

Tem dois dias que eu não consigo parar de ouvir Pagando Brabo do Raulzito...É do álbum O Segredo do Universo, tá rolando um vício...Daí resolvi dividir e dedicar ao meu namorado, Marcos!.


"Eu quero é ver você sorrir
As quatro e meia da manhã
Com a cara linda de dormir
Se espreguiçando no divã

Olhando pra mim sem ter ponta de cigarro no cinzeiro
Fugindo de mim, disfarçando, se escondendo no banheiro
Eu quero é ver você mexer, eu quero é ver, eu quero é ver...

Eu quero é ver você pedir
Querendo mais quando acabar
Eu quero é ver você sentir
Vontade de me machucar

Dizendo que sim, que eu faço, que aconteço o dia inteiro
Em pé pra assumir, eu e tu fazendo ioga no chuveiro
Eu quero é ver você mexer, eu quero é ver...
Quero é ver você mexer!!!"

Viva Raul!!!